segunda-feira, 8 de junho de 2009

Educador nota 10


PRÊMIO VICTOR CIVITA
Inscrições
10 de junho a 12 de julho
Neste ano, inscrições serão feitas exclusivamente pela internet. O sistema estará disponível a partir da 0h do dia 10 de junho.
Agora é com você educador, elabore seu projeto e inscreve-se.

domingo, 10 de maio de 2009

EDITAL OI FUTURO - De 27/04/2009 a 12 de junho

O Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, lança no próximo dia 27 de abril o edital de seleção para o Programa Novos Brasis 2009, de apoio e parceria com organizações sem fins lucrativos para a viabilização de idéias inovadoras que utilizem a tecnologia da informação e comunicação para acelerar o desenvolvimento humano. Este ano, pela primeira vez, o edital está aberto a projetos de todo o país.

A seleção terá como foco o desenvolvimento de tecnologias sociais que possam ser replicadas para outras organizações sociais. Serão valorizados critérios como inovação, criatividade, capacidade de apresentação de diagnóstico da comunidade atendida e de monitoramento do trabalho realizado. O programa busca apoiar projetos com diretrizes e objetivos bem definidos que tenham como base o uso da tecnologia para informação e comunicação.

Desde 2004, o Novos Brasis investiu cerca de 7,5 milhões de reais e beneficiou mais de 40 mil pessoas com 70 projetos que já se tornaram realidade. O edital é voltado para organizações do Terceiro Setor sem fins lucrativos e devidamente legalizadas. Após a seleção das propostas, que será realizada por um grupo de especialistas, o Oi Futuro acompanhará a implantação de cada iniciativa, auxiliando na gestão e na avaliação do impacto das atividades. A partir dessa edição, a parceria com o instituto de responsabilidade social da Oi se dará por 15 meses, três meses a mais do que nos anos anteriores.

As inscrições, assim como as regras de participação, estarão disponíveis no site www.oifuturo. org.br de 27 de abril a 12 de junho. As organizações podem inscrever mais de um projeto, desde que atendam às exigências do regulamento.

Fonte: setorsocial

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

CONVÊNIO para psicoterapia.


É com prazer que comunico a parceria feita recentemente entre a ANABB - Associação Nacional de Funcionários do Banco do Brasil - e a Psicóloga Katiane Fagundes.
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O Convênios foi firmado com a finalidade de favorecer o acesso a psicoterapia dos associados e funcionários da Empresa.
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Para aproveitar as facilidades dos convênios, basta apresentar o cartão da ANABB.
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Este convênio está disponível na página eletronica- http://www.anabb.org.br/.


Katiane Fagundes


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Dica de leitura


Estamos próximos as festas de final de ano, férias escolares e consequentemente algum tempo livre.

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Uma sugestão para esse momento é a leitura do livro "O drama da criança bem dotada" de Alice Miller.

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"Neste livro a autora nos mostra como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos. Todos nós nascemos como crianças bem dotadas, com sensibilidade e possibilidade de uma vida emocional equilibrada.

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Percorrer esta leitura propicia-nos primeiro estabelecer um diálogo interno e reflexivo sobre nosso próprio drama infantil, sobre a importância dos primeiros anos do desenvolvimento infantil, nos quais necessitamos ser amados incondicionalmente. Em segundo lugar, mostra como essa articulação família-sociedade pode ser o cenário para experiências de dor, vergonha e desvalorização ou de crescimento emocional saudável do futuro adulto". (Norma Susana Romero)

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Não é demais ressaltar que o livro, nos apresenta um novo ângulo para avaliarmos a infância como personagens de nossa própria história e como coadjuvantes na construção da vivência infantil de filhos, educandos e pacientes.

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Boas Festas e Boa leitura.

sábado, 8 de novembro de 2008

Pensando melhor...

"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos,e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores(educados, honestos, responsáveis) para o nosso planeta..."
(autor desconhecido)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

CURSO ONLINE

Esta é a sugestão do Grupo Escolha para os profissionais que buscam sempre estar atualizados e preparados para pràtica dentro e fora da sala de aula.



Educação a Distância

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Internet e Educação

Entrevista de Ilana Eleá - do Grupem (grupo de pesquisa Educação e Mídia da Puc-Rio) no canal futura, sobre Internet e Educação (dia 07/04/08)

http://www.youtube.com/watch?v=PLUl95-d55k

segunda-feira, 31 de março de 2008

Momento Reflexivo


E VOCÊ, QUE ESCOLHAS TÊM FEITO?

Psicóloga Katiane Fagundes

É possível motivar os alunos a aprender?

Motivação é um tema presente em muitos campos do saber, e na educação não poderia ser diferente. Em salas de aula de todo o Brasil, quiçá do mundo, existem aqueles alunos ditos motivados e outros desmotivados, e é a partir desta nomeação que começamos a questionar o que é a motivação.



Segundo o dicionário de Psicologia, motivação é um estado subjacente inferido que energiza o comportamento, provocando a sua ocorrência; colocando de uma forma mais prática, a motivação é um motivo para ação e seu caminho é de dentro para fora. Falar que a motivação é interna, não quer dizer inata e sim que surge a partir da historia de vida, dependente da interação com o mundo físico, social e emocional do aluno. Isto nos dá a pista que para motivar alguém é necessário saber qual importância tem determinada atividade na vida da pessoa, pois o conteúdo precisa fazer sentido e gerar satisfação pessoal.



Na escola, a motivação consiste em oferecer estímulos e incentivos apropriados para tornar a aprendizagem mais eficaz. O professor deve inicialmente responder a seguinte pergunta: que importância tem para meus alunos saber ou conhecer o que ensino?



Um aluno estará motivado quando sentir necessidade de aprender o que está sendo tratado. E muitas vezes a visão a longo prazo que há muito tempo é dita no ambiente escolar, è estudando que se tem um futuro melhor, não faz sentido para o aluno, ou por não ser capaz de visualizar tão longe, ou por não atribuir um futuro melhor a quantidade de conhecimento (vejam seus ídolos).



Não existe receita de bolo para estimular um aluno, porém, um professor reflexivo avalia sua prática e busca formas de favorecer a relação de ensino-aprendizagem, observando que é muito mais difícil criar um ambiente interessante para o aluno quando se está desmotivado.



E você Professor está Motivado?

Psicóloga Katiane Fagundes

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Dica de Leitura


A Dislexia em Questão
Giselle Massi - Plexus Editora

O livro é uma excelente dica para fonoaudiólogos, psicopedagogos, professores e demais profissionais que lidam com a questão.
A autora trata do tema de forma diferente dos manuais e tratados sobre a dislexia. Ela começa o livro com um capítulo que retrata o equívoco histórico na definição da dislexia ou (in)definição como costuma dizer. Segundo Giselle, “Uma patologia denominada dislexia adquirida, relacionada a adultos com lesão cerebral, parece ter servido de esteio para determinar uma visão equivocada, que toma questões e fatos lingüísticos referentes à apropriação da escrita como sinais de uma suposta doença da aprendizagem.” A autora critica ainda a visão patológica, incorporada pela área médica, de uma questão educacional e a falta de clareza nos critérios para o diagnóstico.
O segundo capítulo do livro traz o referencial teórico que o norteia, baseado em autores como Bakhtin, Franchi e Vygotsky.
No terceiro capítulo a autora discute, com base no referencial teórico apresentado no capítulo anterior, os ditos “sintomas disléxicos”.
As “tarefas avaliativas”, usadas para testar e diagnosticar crianças como portadores de dislexia, são apresentadas e comentadas no quarto capítulo.
Finalizando, a autora, que é fonoaudióloga e a partir de sua prática em consultório encontrou inquietações que a levaram a escrever este livro, apresenta casos de crianças apontadas como portadoras de um distúrbio de aprendizagem.
A idéia defendida por Giselle é a de que o diagnóstico de dislexia ou de um distúrbio de aprendizagem, considera questões de apropriação da leitura e da escrita como patológicas e funciona como um rótulo que leva o aluno a construir sobre si e sobre a escrita uma imagem negativa.
Fica então a dica: A Dislexia em Questão. Boa Leitura!
Se você já leu, deixe seu comentário!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Gira Girassol

Neste mês de janeiro, o Grupo Escolha esteve na escola Gira Girassol realizando a palestra "O Toque como Instrumento na Educação" e o grupo de estudos sobre Piaget, Vygotsky e Wallon.


Em meio a correria dos preparativos para a volta às aulas, a escola encontrou tempo e espaço para o estudo e a reflexão. Foram momentos muito valiosos e a participação do grupo foi, sem dúvida, o ponto forte das atividades.


Confiram as fotos!


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Volta às Aulas

O início do ano letivo se aproxima e com ele muitas expectativas e aquele friozinho na barriga, comum no primeiro dia de aula.
Mesmo quando não há mudança de escola, a mudança de professores, do espaço físico (sala de aula) e de alguns amigos é suficiente para gerar insegurança.
Muitas são as expectativas dos pais, avós, tios e professores em relação ao novo ano. Comentários como “passou de ano?” ou “já está um rapaz (ou mocinha), vai para o 4º. ano...” ,por exemplo, são muito comuns e contribuem para o aumento da ansiedade da criança neste momento.
Os sentimentos dos estudantes alternam-se entre euforia e entusiasmo por rever amigos e professores e, ao mesmo tempo, medo de não ser aceito ou de “não dar conta” desta nova etapa.
É importante que os pais demonstrem confiança e apóiem seus filhos nesta fase. Conversar com eles também é fundamental. É bom ficar atento. Se a ansiedade natural do 1º dia tornar-se um sofrimento para a criança deve-se procurar a escola.
Se a criança está mudando de escola, a atenção deve ser redobrada. Muitas vezes pensamos que só os pequenos necessitam de “adaptação”. Fazer um horário mais curto na primeira semana, por exemplo, pode ajudar a criança a se adaptar mais tranquilamente.
Além de gerar expectativa, o período de volta às aulas, como todo recomeço, é uma excelente oportunidade para criar novos hábitos, superar dificuldades e modificar o que não foi positivo no ano anterior. Então, bom começo!

Dicas para começar o ano com o pé direito:
  • Organizar com a criança um local próprio para estudar em casa. O material deve estar à mão: revistas, livros, dicionário, tesoura, cola, lápis de cor, etc.
  • Assinar uma revista no nome da criança. Vale qualquer uma, o importante é criar o hábito e desenvolver o gosto pela leitura. Além dos gibis, sugiro as revistas Recreio, Superinteressante, Ciência Hoje, e para os maiores, História Viva, Isto é, Galileu, Época.
  • Encapar os livros para que fiquem mais resistentes.
  • Estabelecer horários para tarefas de casa, televisão, computador, etc.
  • Organizar um quadro de horários com as atividades semanais e afixá-lo em local visível.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

STRESS

Atualmente, recebo muitas pessoas em meu consultório se queixando de stress.

Mas o que é exatamente o stress?

“Stress é uma palavra bem antiga em inglês, que veio adquirindo ao longo do tempo diversas acepções, cuja datação histórica encontra-se detalhada no Oxford English Dictionary.
O dicionário dá a palavra stress como forma derivada por aférese (perda de letra ou sílaba inicial) de distress, admitindo ainda a filiação ao francês antigo estresse (estreitamento, aperto), oriundo este do latim strictus, particípio passado do verbo stringere, estreitar, apertar, comprimir, através do latim vulgar strictia.

Em 1936 Hans Selye, médico e pesquisador austríaco que trabalhava em Montreal, no Canadá, empregou pela primeira vez como termo médico, a palavra inglesa stress para caracterizar qualquer agente ou estímulo, nocivo ou benéfico, capaz de desencadear no organismo mecanismos neuroendócrinos de adaptação.”

E por que sentimos stress?

O mecanismo orgânico gerado pelo stress era muito útil para nossos ancestrais quando estes se encontravam frente a uma onça, por exemplo. Pois desta forma eles estariam prontos para lutar ou fugir do perigo iminente.

Porém hoje em dia, a onça que acionava o stress no organismo do nosso amigo ancestral mudou de roupagem e agora se apresenta como: contas a pagar, prazos cada vez mais curtos, trânsitos caóticos, violência urbana, trabalho aos fins de semana e tantas outras questões vividas diariamente.

No momento em que vivemos tantas necessidades urgentes, o stress se faz presente, e nosso organismo é ativado cada vez que reconhece nestas exigências uma ameaça.

Seria tudo muito simples.

Temos uma exigência, nosso organismo a reconhece, nos prepara para lutar ou fugir, seguimos em uma das direções e pronto, acabou o problema.

Porém, não é bem assim.

A energia liberada pelo stress não encontra mais alvo. Ela é desencadeada em situações que não trazem ameaças reais a sobrevivência, logo, ela se volta para aquele que deveria ajudar, prejudicando o sistema de equilíbrio dinâmico do organismo.

O stress é considerado pela Organização Mundial de Saúde uma das maiores ameaças à saúde do século XXI.

E depois de saber disso tudo, o que fazer?

É preciso direcionar o olhar para si, e observar os pilares sobre os quais a vida se baseia: nossa existência física, a família, os amigos, o lazer, as crenças religiosas...
Nesses campos, e em tantos outros que se possa pensar, temos a possibilidade de resgatar vivências que agem positivamente em nosso existir, compensando os momentos tumultuados da rotina e devolvendo o sabor da vida.

Mas não pense em eliminar definitivamente o stress da sua vida. Além de ser impossível, o stress faz parte da vida e também se apresenta de forma positiva, sendo chamado de eustress.

O bom stress (eustress) possibilita reações a ameaças reais, a mudanças, bem como o estímulo a ação em situações que exigem resistência ou adaptação.

Dessa forma, podemos verificar que observar como se lida com as atribulações do dia a dia se faz necessário para não cair na armadilha do stress nocivo, citado na linguagem comum como sinônimo de cansaço, fadiga e preocupação.
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Psicóloga Katiane Fagundes

domingo, 21 de outubro de 2007

O que é Psicopedagogia

Todos nós aprendemos de forma diferente, uns aprendem mais rápido, outros mais devagar, uns são mais visuais, outros auditivos, por exemplo. Há também diferentes formas de ensinar. Os atos de aprender e ensinar estão tão interligados que não é possível mais separá-los dentro do processo educacional.Como se aprende/ensina? Porque alguns aprendem outros não? Qual a origem da dificuldade em aprender determinado conteúdo/habilidade? São algumas das perguntas feitas pela Psicopedagogia. Seu objeto de estudo são os atos de aprender e ensinar, levando em conta o ser que aprende, ensina, modifica e é modificado, em sua singularidade.A Psicopedagogia surge da necessidade de compreender o processo educacional de uma maneira interdisciplinar, buscando para este desafio fundamentos na Pedagogia, na Psicologia e em diferentes áreas de atuação. Podem ser muitas as razões que determinam o sucesso ou o fracasso escolar de uma criança, como: fatores fisiológicos, psicológicos, sociais ou pedagógicos.A Psicopedagogia Clínica busca investigar as possíveis dificuldades no processo educacional - observando os aspectos físicos, sociais, emocionais e cognitivos - e intervir de modo a remover ou minimizar as barreiras que impedem ou dificultam a aprendizagem. O Psicopedagogo realiza entrevistas, avaliações, atividades lúdicas e diferentes instrumentos para identificar estas barreiras. Ele intervém orientando os pais, os professores e ajuda o próprio indivíduo (ou grupo) a conhecer seus mecanismos de aprendizagem, entendendo-o como sujeito ativo e protagonista deste processo.

Psicomotricidade e Psicologia

Para Vygotsky (1929) o ser humano se caracteriza por uma sociabilidade primária. Henri Wallon expressa a mesma idéia de modo mais categórico: "Ele (o indivíduo) é geneticamente social". (Wallon, 1959)Na época de Vygotsky este princípio não passava de um postulado, uma hipótese puramente teórica. Porém, atualmente, pode-se afirmar que a tese de uma sociabilidade primária, e, em parte, geneticamente determinada, possui quase um estatuto de fato científico estabelecido como resultado da convergência de duas correntes de investigação: por um lado, as investigações biológicas, como as relativas ao papel que desempenha a sociabilidade na antroprogênese; por outro lado, as recentes investigações empíricas sobre o desenvolvimento social da primeira infância que demonstram amplamente a tese de uma sociabilidade primária e precoce.A sociabilidade da criança é o ponto de partida das interações sociais com o meio que o rodeia. Os problemas de interesse da psicologia da interação social são atualmente bastante conhecidos e, por esse motivo, nos limitaremos aqui a mencionar brevemente algumas particularidades da concepção de Vygotsky. Por origem e por natureza o ser humano não pode existir nem experimentar o desenvolvimento próprio de sua espécie como uma ilha isolada, tem necessariamente seu prolongamento nos demais; de modo isolado não é um ser completo.Para o desenvolvimento da criança principalmente na primeira infância, o que se reveste de importância primordial são as interações assimétricas, isto é, as interações com os adultos portadores de todas as mensagens da cultura. Nesse tipo de interação o papel essencial corresponde aos signos, aos diferentes sistemas semióticos, que, do ponto de vista genético, tem primeiro uma função de comunicação e logo uma função individual: começam a ser utilizados como instrumentos de organização e de controle do comportamento individual.Este é precisamente o elemento fundamental da concepção que Vygotsky tem da interação social: no processo de desenvolvimento desempenha um papel formador e construtor.Isso significa simplesmente que algumas das categorias de funções mentais superiores (atenção voluntária, memória lógica, pensamento verbal e conceitual, emoções complexas, etc.) não poderiam surgir e constituir-se no processo do desenvolvimento sem a contribuição construtora das interações sociais.Na teoria da psicogênese da Pessoa Completa Wallon (1989) procura explicar os fundamentos da psicologia como ciência, seus aspectos epistemológicos, objetivos e metodológicos. Admite o organismo como condição primeira do pensamento, pois toda a função psíquica supõe um componente orgânico. No entanto, considera que não é condição suficiente, pois o objeto de ação mental vem do ambiente no qual o sujeito está inserido, ou seja, de fora. Considera que o homem é determinado fisiológica e socialmente, sujeito às disposições internas e às situações exteriores. A psicologia genética estuda os processos psíquicos em sua origem, parte da análise dos processos primeiros e mais simples, pelos quais cronologicamente passa o sujeito. Para Wallon essa é a única forma de não dissolver em elementos separados e abstratos a totalidade da vida psíquica. Wallon propõe a psicogênese da pessoa completa, ou seja, o estudo integrado do desenvolvimento. Considera que não é possível selecionar um único aspecto do ser humano e vê o desenvolvimento nos vários campos funcionais nos quais se distribui a atividade infantil ( afetivo, motor e cognitivo ).Para ele o estudo do desenvolvimento humano deve considerar o sujeito como “geneticamente social” e estudar a criança contextualizada, nas relações com o meio. Este autor recorreu a outros campos de conhecimento para aprofundar a explicação dos fatores de desenvolvimento (neurologia, psicopatologia, antropologia, psicologia animal). Para ele a atividade do homem é inconcebível sem o meio social; porém as sociedades não poderiam existir sem indivíduos que possuam aptidões como a da linguagem que pressupõe uma conformação determinada do cérebro, haja vista que certas perturbações de sua integridade, privam o indivíduo da palavra. Vemos então que para ele não é possível dissociar o biológico do social no homem. Esta é uma das características básicas da sua Teoria do Desenvolvimento.De acordo com Dantas (1992) Wallon concebe o homem como sendo genética e organicamente social e a sua existência se realiza entre as exigências da sociedade e as do organismo.Dantas (1992) destacava na teoria de Piaget as contradições e dessemelhanças entre as suas teorias, pois considerava esse o melhor procedimento quando se busca o conhecimento. Por parte de Piaget existia uma constante disposição em buscar a continuidade e complementaridade de suas obras. Os dois se propunham a análise genética dos processos psíquicos, no entanto, Wallon pretendia a gênese da pessoa e Piaget a gênese da inteligência.Com a psicanálise de Freud, mantém uma atitude de interesse e ao mesmo tempo de reserva. Embora com formação similar (neurologia e medicina) a prática de atuação os levou a caminhos distintos. Freud abandonando a neurologia para dedicar-se a terapia das neuroses e Wallon mantém-se ligado a esta devido ao seu trabalho com crianças com distúrbios de comportamento.O método adotado por Wallon é o da observação pura. Considera que esta metodologia permite conhecer a criança em seu contexto, “só podemos entender as atitudes da criança se entendermos a trama do ambiente no qual está inserida”.

Giano José Azevedo